Museu da Covilhã: a história de um território com mais de três mil anos

Com entrada gratuita, o museu funciona de terça-feira a domingo, das 10h às 18h.

O passado da Covilhã, muito antes de ser elevada à condição de cidade em 1870, tem marcas dos povos que aqui estiveram ainda na pré-história e durante o período de romanização da Península Ibérica. Considerada uma vila entre 1186 e 1870, Covilhã tem sua história contada no novo museu do município que abriu as portas nesta terça-feira, dia 3 de agosto.

No espaço expositivo estão representadas todas as épocas de ocupação do território no qual hoje se encontra o município, fomentando ainda uma reflexão sobre a atualidade e o futuro. De acordo com a Vereadora com o Pelouro da Cultura, Maria Regina Gouveia, a criação de um espaço, que contasse a história da Covilhã de forma sucinta e transversal, foi pensada ainda no ano de 2013. “A ideia, depois, foi transformada num projeto museológico que veio a ser aprovado e começou a ser desenvolvido em 2018” explica a Vereadora.

Até o ano de 2014, o edifício, que hoje acolhe o Museu da Covilhã, esteve aberto ao público como Museu de Arte e Cultura. Com a nova proposta, o prédio foi encerrado e passou por diversas melhorias estruturais até reabrir em 2021.

O espaço apresenta uma organização cronológica dos conteúdos, distribuídos em quatro pisos representando os diferentes períodos de povoação da Covilhã. O museu foi pensado para ser inclusivo e conta com explicações em braile e áudio, que pode ser acessado por todos através do aplicativo Museu da Covilhã, disponível para download por QR Code na entrada do museu, ou no Google Play e App Store.

Aplicativo serve como audioguia e o download é gratuito. Foto: Fábio Giacomelli

A visita começa no piso três, que relata o período dos primeiros povos que habitaram a região por volta dos cinco mil e três mil anos atrás. Também é possível observar a influência deixada pelos romanos, que ocuparam a região no século II a.C., atraídos pelos terrenos férteis e pela riqueza em metais como estanho e ouro do Zêzere.

No piso dois acompanhamos o avanço para Idade Média e Época Moderna, quando em 1186 Covilhã ganha o primeiro foral que a torna o centro administrativo de um vasto território que abrangia 80 quilômetros entre a Serra da Estrela e o rio Tejo. Também nesse piso ganham destaque grandes personalidades da região que tiveram papeis importantes nas viagens marítimas de expansão portuguesa no século XV, como Pero da Covilhã, o espião português cuja missão ao Oriente Médio e ao Oceano Índico facilitou a descoberta do caminho marítimo para a Índia.

Foto: Fábio Giacomelli

A Covilhã já como cidade e sua Época Contemporânea pode ser vista no piso um, com o crescimento da indústria dos lanifícios, o começo da exploração de volfrâmio e estanho nas Minas da Panasqueira e surgimento, já no final do século XX, da Universidade da Beira Interior como um dos principais motores da economia local.

A visita termina no piso zero com o reconhecimento de figuras e do patrimônio. A Covilhã “como resultado do esforço e capacidade de trabalho das suas gentes”. Os recursos interativos apresentam os covilhanenses notáveis do passado e a evolução urbana da cidade e de seu patrimônio arquitetônico.

“Nós consideramos que o museu é importante, em primeiro lugar, para os próprios covilhanenses. Porque o conhecimento da história do seu território, cidade, concelho, reforça o sentimento de pertencimento à comunidade”

Maria Regina Gouveia – Vereadora com o Pelouro da Cultura

Com objetivo turístico, o Museu da Covilhã é apresentado como um dos cartões de visita da cidade, da identidade local, já que no seu interior há referências para outros pontos de interesse e museus do município.

Foto: Tâmela Grafolin

Informações

Entrada: Gratuita

Dias de funcionamento: de terças-feiras a domingo

Horário: das 10h às 13h e das 14h às 18h.

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