Estudante brasileiro da UBI desenvolve dispositivo de assistência respiratória que pode ser feito em casa

Lucas Barbosa, estudante do Mestrado Integrado em Engenharia Aeronáutica da Universidade da Beira Interior desenvolveu, nos últimos dias, um Dispositivo de Assistência Respiratória não invasivo, que pode ajudar pessoas que estão no estágio inicial da evolução da COVID-19.

O brasileiro, que se diz um grande fã de Portugal, escolheu a UBI pois aqui tinha o curso que queria. E agora começa a fazer a diferença, numa sociedade que, em escala global, está assustada com a epidemia do coronavírus.

E foi justamente a epidemia o pontapé inicial para dias e noites com projeções de como poderia desenvolver algo para auxiliar as pessoas. “Em meus projetos, gosto de ter sempre uma assinatura de simplicidade e economia circular”, disse Lucas que aproveitou alguns componentes de computadores obsoletos do Departamento de Ciências Aroespaciais para que o dispositivo ganhasse formas iniciais.

Com a ideia inicial em mente, o estudante foi ao encontro dos profissionais da Faculdade de Ciências da Saúde da UBI. “O professor Miguel Castelo Branco prontamente me indicou a Dra. Juliana, que é alguém a quem eu agradeço muito por ter finalizado o projeto. Ela me aconselhou, de forma técnica, quanto aos aspectos fisiológicos e médicos para que eu continuasse o trabalho.”

Com base nisso, consegui produzir algo de baixissimo custo. O aparelho, cujo maior investimento é em um kit respiratório (máscara e tubo), pode ser construído a partir de materiais reciclados – desde que adequadamente esterilizados – e que podem ser encontrados com facilidade, como os garrafões de água PET, ventiladores (usados na refrigeração de computadores), discos de algodão, fita adesiva, álcool e um kit de respiração, entre outros materiais.

A partir de algumas aulas do curso de Engenharia Aeronáutica, Lucas foi incorporando conhecimentos até conseguir desenvolver um protótipo. A base parte das aulas com o professor Francisco Brojo sobre compressores de motores de aeronaves, de onde tirou o conhecimento para trabalhar o funcionamento de um compressor e fazer com que o fluxo, neste caso de ar, seja enviado, pela mangueira, até a máscara.

Mesmo que algumas pessoas tenham sugerido para Lucas buscar fundos para desenvolver o equipamento, o estudante quis deixar todo o projeto aberto para contribuir de forma direta com as pessoas, sobretudo em casos de epidemia, como o atua. “Não pretendo ganhar dinheiro nenhum com isso. Não é ético da minha parte. Tudo será de patente aberta”, reforça.

Com o fim deste projeto, Lucas Barbosa agora esta focando em outra iniciativa. A de desenvolver um Respirador de Ventilação Invasiva. Os trabalhos que já tiveram início, podem ter os primeiros resultados ainda antes da páscoa, quando poderão ser feitos os primeiros testes.

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