Países da CPLP querem livre circulação de cidadãos

Nos últimos dias, estiveram reunidos em Brasília, capital do Brasil, os presidentes e outros representantes dos países integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa afim de debater rumos para o bloco. Dentre as proposições, destaca-se uma, apresentada por António Costa, primeiro ministro de Portugal, que quer a livre circulação de cidadãos entre seus países-membros. 
O acordo, se aplicado, vai permitir que seus cidadãos residam, trabalhem e possuam portabilidade de direitos sociais. Ou seja, será possível a um brasileiro morar e trabalhar em Portugal, por exemplo, sem a burocracia atual que demanda vistos e contratos de trabalho prévio.

A proposta já foi acolhida por todos os países do bloco que, a partir de agora, começam a trabalhar em cima das possibilidades reais de tornar isso viável num prazo de até dois anos, quando o grupo volta a se encontrar em Cabo Verde.

“A ideia é permitir não apenas a estudantes, mas a todo cidadão, circular no espaço da comunidade de países de língua portuguesa”, disse, em entrevista coletiva, o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

Outro assunto em destaque no encontro, foi a aprovação da proposta para que o português se torne idioma oficial na ONU. O tema foi exponenciado, principalmente, porque a Organização das Nações Unidas aclamou, no último mês, António Guterres como seu futuro secretário-geral.

A CPLP é formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.
 

Informações: Exame
 

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