segunda-feira, 16 de julho de 2018

Brasileiros seguem como maior população estrangeira em Portugal

Nesta semana, o SEF - Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, publicou seu Relatório Estatístico Anual, onde apresenta dados de novas solicitações de residências, nacionalidades e também recusas de acesso ao país. O Brasil lidera em todos os casos. 

Atualmente, em Portugal, são 421.711 cidadãos estrangeiros titulares de autorização de residência. Destes, 85.426 são oriundos do Brasil e representam 20,3% dos residentes internacionais. Completam a lista das cinco nações com mais cidadãos residindo legalmente em Portugal: Cabo Verde (8,3%), Ucrânia (7,7%), Romênia (7,3%) e China (5,5%). 

 O SEF registrou um aumento de 30,9% de residentes legais face a 2016, o que confirma que Portugal tem sido um dos destinos preferidos por estrangeiros à nível mundial. Outro ponto de destaque é que a parcela potencialmente ativa, representa 81,6% destes estrangeiros residentes.

Na divisão dos estrangeiros pelas regiões portuguesas, a região da Covilhã (Castelo Branco) registrou um aumento de 10,9% nos residentes legais e, agora, são pouco mais de 4 mil estrangeiros a viver nesta região.

No que tange a solicitação de nacionalidade portuguesa, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras registrou 37.262 pedidos. Destes, o SEF emitiu 28.673 pareceres (27.362 positivos e 1.311 negativos), sendo que, do Brasil, foi o maior número de solicitações, com 10.805 pedidos.

O SEF ainda realizou um intenso trabalho de identificação da comunidade estrangeira com ações estratégicas de combate a permanência no país sem autorização. Foram identificados 1.963 cidadãos estrangeiros em situação irregular e instaurados 5.065 processos por excesso de permanência (permanência ilegal) a cidadãos oriundos do Brasil.

Outro dado a se destacar no relatório divulgado pela autoridade de controle de estrangeiros, foi o aumento do número de recusas de entrada em Portugal a estrangeiros que não reuniam as condições legais para a sua admissão no País. Das 2.142 recusas, cerca de 62,3% incidiram sobre cidadãos nacionais do Brasil (1.336).

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