sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Bate-papo com Palácios: pesquisador brasileiro fala sobre a Covilhã e a UBI

O chimarrão foi parceiro no bate-papo com
Marcos Palácios. Foto: Fábio Giacomelli
Entre um chimarrão e outro, o Brasileiros na Covilhã conversou por uma hora com o professor brasileiro Marcos Palácios, que, neste momento, está exercendo a sua cátedra de professor convidado na Universidade da Beira Interior. O frio, a cidade, pontos turísticos próximos, o ensino e a aproximação da UBI com a UFBA, foram alguns pontos desta conversa.

Logo após o bom dia, Palácios ressalta: "Está frio, hoje! É um dos invernos mais rigorosos que passei por aqui". Olho no celular, a temperatura marcava 4ºC. Um frio bem elevado para o professor paulista, radicado na Bahia há muitos anos, onde é professor e pesquisador da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA). E dessa forma, começamos nosso papo, onde pergunto há quanto tempo que começou a sua aproximação coma Universidade da Beira Interior.

"A minha relação com a UBI começou em 2002, quando estava na cidade de Aveiro, fazendo meu pós-doutorado e fui convidado pelo Prof. Fidalgo, atual reitor, para participar de um seminário. Estive aqui por um ou dois dias e a partir disso estabelecemos uma relação de colaboração entre a UBI e a Faculdade de Comunicação da UFBA, que em primeiro momento foi para troca de alunos em estágio de doutoramento e intercâmbio de professores para estadias curtas..."

Em 2010,  Palácios recebeu da Universidade da Beira Interior, via convênio com o Banco Santander Totta, uma cátedra de professor visitante, onde mantém colaboração permanente para com todos os pesquisadores da UBI, além de vir para Covilhã, em períodos variáveis, todos os anos, ministrar aulas na graduação e pós-graduação (mestrado e doutorado) e co-orientar trabalhos doutorais.

Prof. Marcos Palácios no mirante da Morais do Convento, em
Covilhã. Foto: Pra lá de Cacha Pregos/UBI
"A nossa relação é intensa. Professores daqui, passam alguns períodos na Bahia. Eu venho para cá. Mas nossa relação se estreitou definitivamente em 2013, quando criamos um projeto de co-titulação entre as duas universidades. Este programa permite que um doutorando da UFBA ou da UBI vá para a outra instituição, passe um período mínimo de um ano, tenha uma co-orientação com outros professores e depois, no momento da defesa, tenha uma banca mista com professores das duas universidades que permita que o aluno obtenha uma dupla titulação. Então ele tem um doutorado da Bahia e um da Covilhã. Trata-se de um projeto piloto. Uma novidade."

Sobre a cidade da Covilhã, Palácios ressalta que ela tem uma série de vantagens. Que mesmo sendo no interior tem um serviço de trem que a liga a capital, em uma viagem tranquila e confortável. Um dos pontos que Palácios mais gosta é que a cidade é fundamentalmente de estudo. Uma cidade pacata e silenciosa.

"A cidade permite que quem vem pra cá, dedique-se, realmente, as atividades acadêmicas. Costumo dizer que, lá onde fico, a Residência dos Docentes, durante o período que resido na Covilhã, é quase um mosteiro, em relação ao silêncio do local e a vista das serras."

Outro ponto que o professor Palácios destaca é a segurança da cidade. Ressalta que a qualidade de vida é muito alta e que as pessoas podem sair à rua em qualquer horário que não há perigo. Ele também citou os mananciais de água vindos da Serra da Estrela, local mais alto de Portugal continental e que se torna um dos grandes pontos turísticos da cidade. Palácios ainda informa aos brasileiros que pretendem vir para Covilhã, que as cidades e vilas em torno da cidade também tem um acervo histórico riquíssimo para que as  pessoas conheçam e se integrem as origens das cidades portuguesas e também do Brasil, tendo em vista que o município vizinho de Belmonte é a cidade-natal de Pedro Alvares Cabral, descobridor do nosso país.

No áudio abaixo, você confere todo o bate-papo que tivemos com o professor Marcos Palácios e ainda confere alguns lugares que ele cita como imprescindíveis para visitação de quem vem para Covilhã:

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